segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Ode ao ódio

Ódio da estrofe
da cadeia dessas sí­labas
do enclausurado ritmo.

Ódio da boca grangrenótica
desses paladares medonhos
dessas rimas tão perfeitas.

(queria ser um poema
captar o instante não instantaneo
sublinhar as cores incolores
navegar amores tão atores
e morrer sem rimar)

Ódio as catequeses cartesianas
de majestrais castrações
de mestres bilaquianos.

Ódio as odes metafísicas
as metaforas metoninecas
as aladas aliterações.

subúrbio roubado de mim
poema
poesia latente...
reticências
soar suando na vértice
do meu triângulo.

Ódio a poesia
Ódio...
Ódio a mim.
Lee Flôres Pires 14-02-05

2 comentários:

Clarissa disse...

Ei menino, andas mesmo sumido né. E nunca mais colocou poesia nova...
Aparece
té

Elliott disse...

oi menina :)
pow vc sempre solando nos coments, eu acho que vc eh a unica leitora desse blog heheheehe brigado :****