terça-feira, abril 12, 2005

Negra

à Brisa Paim

Astros vorazes...

cólica escrota,
volátil embriaguez...
sonora solidez.

Confronto desmilingüido,
sórdida afronta de deuses.
Vodca engatilhada e pronta,
sonda medieval...
lágrima decimal.
Existência lógica e tonta.

Caricatura do meu tendão
pós-ruptura do meu coração...
sangue...
sangue...
mórbido reflexo sedento,
corte letal!!
Ferida sem(pre)i-aber(ta),
morte filosofal!!!

Hermética dor!!
secreção periférica,
eclética de humor!!
Ferrenho humor,
odor
da flor
negra...
sabor
da cor
negra...

e entre a melancolia dos meus passos
surge-me uma leve pluma existencial:
- qual escuridão me ilumina?


Lee Flôres Pires

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