quinta-feira, abril 21, 2005

Um poema (para) sobre/viver

Devo deixar os versos saírem
não devo fechar portas,
ignorar janelas abertas.
Devo deixar sair dos seus olhos
a poesia nossa de cada dia.
Não como quem entorpece a dor
ou cirugicamente custura cortes.
Devo deixar-me embriagar de amor,
e sobreviver sobre mortes.

Nascer
Viver
Morrer
O ar que eu tenho pra respirar.
Perverter
Santificar...
É pura falta de opção.


Lee Flôres Pires

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