segunda-feira, maio 02, 2005

Leve, me leve.

Correr como se corre com olhos fechados
não olhar esquinas
não esperar sinais
não evitar as faceis rimas
não forçar virtudes originais.
Correr como se corre com os olhos molhados
não olhar entre as rimas
não esperar rituais
sejam eles de sina
ou de utopias magistrais.

E se o choro franze a minha testa
vejo as últimas pegadas que você deixou pra trás.
E se era elo,
meu mar,
eu amo o elo
de amarelo sonho de sonar.

Choro,
olhos,
meu aberto peito em destroços...
do amor!

Amo sim
o adeus sono subliminar!

Amo sim todo amor que tiver que amar!


Lee Flôres Pires

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