terça-feira, agosto 02, 2005

Morte e vida socialista

O prato na mesa
a mesa na sala
a sala vazia
vazia e casta.
Olhando a parede
a parede que cala
cala o vídeo
a música de massa.

Morte, morte, morte...

O corpo na cama
a cama no quarto
o quarto vazio
vazio e infarto.
Olhando a cortina
a cortina que baila
baila no vento
o vácuo da casa.

Morte, morte, morte...

Morte e vida
vida é morte
trincheira libida
acaso e sorte.
No fundo do poço
a mesma retórica
o último esboço
favela bucólica.

Morte, morte, morte...

... e vida!?
Qual esquina perigosa devemos cruzar?
... me diz!!
e você me olha?
... me grita!!!

... vida vida vasta vida
se eu me chamasse socialista
seria uma rima não uma solução
vida vida vasta vida
mais vasta é a revolução!

Lee Flôres Pires

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