quarta-feira, setembro 21, 2005

Signos e sangue

Se quando você acorda
a poesia te supreende
dizendo assim:
- ei, acorda!
- está na hora de trabalhar!

Se átras das telas brancas,
onde ninguém cala,
jogamos picassos
na vala comum.
Se nossos comedidos enfoques,
nossos alomórficos libidos,
e sotaques estanques
derrama nossos signos
e sangue
no último poema.
durma!
e não acorde!
pois a poesia já morreu!


Lee Flôres Pires

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