sexta-feira, dezembro 30, 2005

Solidão, não!

Escuridão
Ter que andar nessas ruas
que medo que dá
que tristeza eu sinto
ter que lembrar nessas ruas
do amor que deixei passar.

Contornar essas esquinas
me rasgam as veias.
Me traz a tona
o teu olhar que me detona
feito bomba H.

Escuridão
e vertigio de luz nas janelas
nos corpos que se deitam
às cinco da manhã.
Escuridão
solidão...

E o fim daquela festa não me resta aqui dentro!



Lee Flôres Pires

Nenhum comentário: