segunda-feira, setembro 25, 2006

Minha mão cintilante, e sua presença

Me vejo entre cigarros,
e entre amores que nestas cinzas despejei.
O cinzeiro cheio,
O coração vazio,
E o poema pedindo palavras.

O vácuo do coração
surge quando nasce a manhã.
E a palavra do poema
permanece no cinzeiro
junto com meus amores
junto com o beijo que não era esperado.
E o desejo me compromete,
e me revoluciona.

Espero que esta manhã
Caiba em minhas mãos cintilantes,
como espero que se faça feliz a sua presença.


Lee Flôres Pires

domingo, setembro 03, 2006

Monocromo


Da voz do seu olhar
Do poema da minha boca
Do elo azul da Palavra
Do meu riso amarelo
E do meu coração que não bate.

Da luz do seu quarto
Do frio da minha janela
Da noite violeta dos desencontros
Do meu silêncio vermelho
E do meu coração que não bate.

Você aqui perto
Com sua simples presença
E eu monocromático
Apenas com minha música dissonante
E meu olhar quase morte
Sem voz
E sem palavras.

02-09-2006 Lee Flôres Pires