segunda-feira, setembro 25, 2006

Minha mão cintilante, e sua presença

Me vejo entre cigarros,
e entre amores que nestas cinzas despejei.
O cinzeiro cheio,
O coração vazio,
E o poema pedindo palavras.

O vácuo do coração
surge quando nasce a manhã.
E a palavra do poema
permanece no cinzeiro
junto com meus amores
junto com o beijo que não era esperado.
E o desejo me compromete,
e me revoluciona.

Espero que esta manhã
Caiba em minhas mãos cintilantes,
como espero que se faça feliz a sua presença.


Lee Flôres Pires

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