quinta-feira, setembro 27, 2007

Sino e sangue



O silêncio do sino badala
o abismo distante da fala
quebra o instante do ritmo.
O silêncio cínico da bala
o corpo caído que cala
fere a instância do íntimo.
O silêncio, o sangue e a sala
a mesa vazia que embala
a sonora solidão dos dignos.

O silencio do sino badala
o abismo distante da fala...
e era você...
e era meu corpo,
meu sangue e a bala
que varava meu peito.

E era você...
e era aquele instante.


Lee Flôres Pires

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