quinta-feira, março 13, 2008

Confesso...


confesso que por eternidades
desejei as métricas
imperfeitas de suas palavras
as rimas decompostas de sua voz.

(... nós sim... livres!)

Confesso que desejei
suas mãos sem eloquência
sua boca sem versos bandidos.

Apenas poeta,
mendigo ou doutor...
não senhor!
Amante
diante o amanhã
e o ontem na vitrine.

Confesso...
(!)
Confesso!
(A)Mo{r}te em decassílabos.


Lee Flôres Pires

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