domingo, março 09, 2008

Sobre rosas e espinhos



(... memórias, gargantas

músicas a cores,
amores atores...)

Te cantei em versos:
minha razão,
minha promessa
mais excêntrica.

Te beijei inconfesso:
minha culpa,
minha ferida
quase morta.

Uma só gota,
o último gole
nos deixa assim...
sem palavras...

Diante a tela,
a tinta,
a gasolina,
pra te sentir...

(Minha judia-cristã,
minha bomba em Bagdá,
meu álcool forte,
meu som de Dulce Quental
cantando o beijo que te dei...)

Sobre rosas e espinhos:

O Amor é corte...
as rosas são túmulos...
os espinhos salvação!


Lee Flôres Pires

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