quarta-feira, maio 07, 2008

Fruta pão


E dela parto,
dizia tonto
de boca miúda
rompendo a aurora.

E dela o peito
batia o ponto
do coração em escombros
rompendo a demora.

E dela a rosa,
de (lei) de li(lá)s
de muda e mercúrio,
licor de carambola.

E dela... a dor.

No meu peito:
a boca e o coração.
Na haste de plástico
do beijo da fruta pão.



Lee Flôres Pires

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