quinta-feira, maio 01, 2008

Quando meu poema não tem fim

Quando meu poema
Não tem fim
Meu fim é você

Opaca flor
Mulher silvestre,
Desgarrida de amor,

Meu vicio de paixão,
Sedutora maça,
Jibóia colossal,

Veneral fruta, minha chapada sensação,

Constelação sereiótica,

Alga oplasmada

Venenosa mulher.!.

Meu poema sai do teu bojo,
Corpo moldado por versos
Extraídos do mercúrio

Reverenciosa bruma
Do azul néon

Meu quadro

Lilás desbota do vermelho;
Desfilam as linhas,
Contornadas por canivetes
Encrava-se em mim;
Alheia a dor!

Meu amor venera
Pelo teu cobiçado fruto...

Se meu poema
não tem fim,

Sondo sem dor,

Meu quadro lilás
Desbota de vermelho...

Meu fim é foco!
É fogo!!!



Ewerton de Azevedo (01/04/99)

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