sexta-feira, agosto 01, 2008

Oceanos

Era o mar
que virou o batom da tua boca,
a tinta do teu cabelo,
o beijo do meu sangue.

Naquela espera,
aquela sala
sob o mar,
guarda-chuvas,
lábios e dor,
geravam oceanos.

A saudade se fez suicida
e no outro segundo
se fez decepção.
De tanto te procurar
nas curvas sem esquinas,
de comprar a tua contradição.

Não ouço mais nada
o silêncio das salas de espera
rasga meu coração.

Mas poderiam ser outras mortes?

A dor não é tão forte,
o lábio não é tão corte,
não é o centro da contramão.

É pura desordem
ejaculação precoce
amor de plástico
...
falsificação.


Lee Flôres Pires

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