quarta-feira, janeiro 14, 2009

A faca que fura

a Babaloo

Teus versos
me cortam o céu da boca.
Letra por letra
dilacerando minha carne.

Ao ressoar dos seus lábios
ditongos, tritongos e hiatos
me cortam
feito lâmina cega
cortando o vento -
redemoinho de semivogais.

Teus versos
faca de nenhum gume,
nunca flores
nunca estrume.
Sempre sangue,
sedução...

A faca que fura meu coração!

E teu verso divã/neio
meio pronome oblíquo,
me cura com interrogação.


Lee Flôres Pires

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