quinta-feira, abril 29, 2010

Meu mundo e nada mais

Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia...

Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha...

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer...

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...

Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura...

Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia...

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer...

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por
meu mundo
E nada mais...


Guilherme Arantes

segunda-feira, abril 12, 2010

sexta-feira, abril 09, 2010

E ama o amor (ou desespero de não ser)

Se não digo amor
meus lábios
se entregam em febre.
minhas pernas
meus pedidos
somem
suplicam.

Ah!... quando eu digo amor!
grito parágrafos infinitos,
meu rosto assume nova cor,
em detalhes de texturas
incandescentes
e o medo
estremece.

Morte
alma
reticências
desespero de não ser
amor o amor.

Mas se não digo amor?
E ama o amor
a fogo
e em palavras
não atende o amor?

Por isso,
o vento me carrega
por entreportas da dor
e sempre digo amor.


Lee Flôres pires

segunda-feira, abril 05, 2010

Tempo de clarim

a Laís Romero

Nem o sumiço das horas
pelo resto do dia
me fez esquecer
o tempo -
o silêncio
das flores
no jardim.

Nem a neblina nos olhos
das moças,
prostitutas febris,
me fez desistir
das horas -
quarto, cama
pele...
clarim.

Nada pode me matar
vestido de blusa
amarela,
coberto de sorrisos.
manhã de rima
e artifícios.


Lee Flôres Pires