sexta-feira, abril 09, 2010

E ama o amor (ou desespero de não ser)

Se não digo amor
meus lábios
se entregam em febre.
minhas pernas
meus pedidos
somem
suplicam.

Ah!... quando eu digo amor!
grito parágrafos infinitos,
meu rosto assume nova cor,
em detalhes de texturas
incandescentes
e o medo
estremece.

Morte
alma
reticências
desespero de não ser
amor o amor.

Mas se não digo amor?
E ama o amor
a fogo
e em palavras
não atende o amor?

Por isso,
o vento me carrega
por entreportas da dor
e sempre digo amor.


Lee Flôres pires

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