segunda-feira, maio 10, 2010

Cálice no sim

Do rubro cálice de vinho,
da boca que bebe o éter,
pálidos por um instante
os lábios de batom.

Ela tão alcóol forte
tão aberto o peito
prestes a se sabotar.

Esquecer que não há mortes
que não há fim
depois da noite.

E essa noite
tão forte quanto o peito
pedra que dói no sim.

Ela menina sutil
com os dentes chamando voz:
olhos consentidos
estampados em nanquim.

Ela...
vida breve
Insight de jasmin.

A paixão não é soluço
nem lágrima fogo -
copo, gelo e gim.

Boca, ela... perto.
Terra, água (...)
que aterra em mim.


Lee Flôres Pires

Um comentário:

Isa disse...

A mais bonita...