terça-feira, maio 18, 2010

Sem adjetivos

a Lee Flôres

O verso
era fome, era sede.
E a fome era tanta!

A boca da moça
era rima, era corte, era fruta.
Era mais.

O sonho era corpo demais,
tão cheiro, tão cor.
E que gosto!

Nas portas dos olhos,
nas brechas do peito,
tudo era tão muito.

Que menina,
passeando
pelas palavras
pintava, coloria
adjetivíssima.


Yara Fernandes 08-05-2008

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