segunda-feira, julho 19, 2010

Rosa lágrima

Se os meus pés ficam
finco a clave lágrima
no meu cancer.
Se a boca
beija o veto
ei de dormir.

O poço que é fundo
rimou o vento -
barco a vela,
peito já não rima,
nem esquina
de flertar.

Cabelo doce
reflexo dela
preso no meu olhar.

E o alcóol
era forte
era música
em nota fora
do tom.
Era passível
se não fosse morte
corte pulso-poema
vontade de
deitar.

Amarelo lógico
verde dúvida.
Rosa solução.

A madrugada
gira
sem norte:
verso
cama
drama
leito
desfeito
sem sal.
Deleito
o leite
suco
de anseio -
cereal
sem açucar;
ressaca
normal.

... eis que acordou o poema!
O que lhe dar de manhã?
- mau humor e café amargo.


Lee Flôres Pires

Um comentário:

Isabel disse...

Oi! Gostei bastante do que li através da barra de rolagem! Tem tino aguçado e sensibilidade bacana! Voltarei mais vezes...
Abraços

Isabel
http://www.carvalho-ic.blog.uol.com.br