quarta-feira, outubro 06, 2010

Rua sem cor

Dias de inverno passam tão lentos
e eu te espero ouvindo o vento,
tardes vazias voam no tempo,
pensamento em despedida.

Fostes tão longe
teu rosto não me pertence.

Quando eu disse adeus
pra sempre eu errei.

Se eu olhar pra trás
teus passos não vem.

Sua casa onde achava
sombras dos teus destinos,
rua sem cor, jardim sem flor,
mas sentimentos vivos
por você.

(Pública)

Um comentário:

Yara disse...

A cor invernal
de ruas e passos.
Pensamento lento monocromando.
E o verso
buscando a exata
tonalidade do sentimento.