quarta-feira, janeiro 05, 2011

O quem das coisas

a Manoel de Barros

Molhado de peixes
eu se chorei
um rio de andorinhas
porta de silêncio
boca fechada.

Seco de árvores
eu se amei
um vento sem raízes
trem descarrilhado
passageiro sem caminho.

Sem palavras
sem voz
inultilmente
atrás do quem das coisas...


Lee Flôres Pires

3 comentários:

CARLA STOPA disse...

Adorei teu espaço...Grande abraço...

Anônimo disse...

tá faltando a crase não?

falcon disse...

grande lee...
um poeta desenhando dores com letras...