sexta-feira, janeiro 28, 2011

Tela em transe

Ele,
que vivia sentado
sob o mesmo terno,
viu passar os anos
e as pessoas
iguais aos velhos.

Ele,
que já era velho
de idade
e pernas,
abandonou os planos
as gravatas
e os nós na garganta.

Ele
indiferente
às moças
cheias de vida
na caixinha de luz.

Ele
indiferente
à suposta vida -
tela em transe
de não ser humano.


Lee Flôres Pires

2 comentários:

CARLA STOPA disse...

A indiferença nos toma o tempo...

CARLA STOPA disse...

carlamaria3@yahoo.com.br