Ele,
que vivia sentado
sob o mesmo terno,
viu passar os anos
e as pessoas
iguais aos velhos.
Ele,
que já era velho
de idade
e pernas,
abandonou os planos
as gravatas
e os nós na garganta.
Ele
indiferente
às moças
cheias de vida
na caixinha de luz.
Ele
indiferente
à suposta vida -
tela em transe
de não ser humano.
Lee Flôres Pires
2 comentários:
A indiferença nos toma o tempo...
carlamaria3@yahoo.com.br
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