Cravo esta canção
no teu corpo
- asfalto -
à temperatura
do pneu
em brasa.
Faço-o arma,
escudo
pra proteger
meu peito.
Este mundo
- máquina de
moer
ossos
e sonhos -
nos dá o tom
a base
do fogo
e do ferro.
Fere
e marca
a lição
da vida
como tatuagem.
No Tórax
o vapor
de verso
em verso,
nos pedem
silêncio
paciência
e cicatrização.
Mas ainda
há som,
refrão
e última estrofe.
Podemos
quebrar
o compasso,
subverter
o ritmo,
soar
o dissonante
e compor
uma nova canção.
Lee Flôres Pires
1 comentários:
Curti o blog,
to seguindo, retribui!
abraços,
http://devilge.blogspot.com
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