sábado, abril 16, 2011

A ferro e fogo

Cravo esta canção
no teu corpo
- asfalto -
à temperatura
do pneu
em brasa.
Faço-o arma,
escudo
pra proteger
meu peito.

Este mundo
- máquina de
moer
ossos
e sonhos -
nos dá o tom
a base
do fogo
e do ferro.
Fere
e marca
a lição
da vida
como tatuagem.

No Tórax
o vapor
de verso
em verso,
nos pedem
silêncio
paciência
e cicatrização.

Mas ainda
há som,
refrão
e última estrofe.
Podemos
quebrar
o compasso,
subverter
o ritmo,
soar
o dissonante
e compor
uma nova canção.


Lee Flôres Pires

Um comentário:

Geisson disse...

Curti o blog,

to seguindo, retribui!

abraços,
http://devilge.blogspot.com