quarta-feira, julho 06, 2011

Elos

Os dedos talhando
caminhos no corpo
do amor forjado à pedra
na frieza da calçada
no punho da enxada
que quer nos educar.

Educação forjada à ferro
teus braços martelos
seus olhos meus elos
de péle e silêncio.


Lee Flôres Pires

domingo, julho 03, 2011

Sonho de poeta

Quem dera fosse meu
o poema de amor definitivo.
Se amar fosse o bastante
poder eu poderia
pudera, às vezes,
parece ser esse
meu único destino.
Mas vem o vento e leva
as palavras que digo
minha canção de amigo.
Um sonho de poeta
não vale o instante vivo.
Pode que muita gente
veja no que escrevo
tudo que sente
e vibre, e chore e ria como eu,
antigamente, quando não sabia
que não há um verso, amor,
que te contente.

(Alice Ruiz)