domingo, julho 03, 2011

Sonho de poeta

Quem dera fosse meu
o poema de amor definitivo.
Se amar fosse o bastante
poder eu poderia
pudera, às vezes,
parece ser esse
meu único destino.
Mas vem o vento e leva
as palavras que digo
minha canção de amigo.
Um sonho de poeta
não vale o instante vivo.
Pode que muita gente
veja no que escrevo
tudo que sente
e vibre, e chore e ria como eu,
antigamente, quando não sabia
que não há um verso, amor,
que te contente.

(Alice Ruiz)

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