quinta-feira, agosto 02, 2012

Vinte e cinco agostos


Não quero mais tristeza
a minha já me basta
já basta no peito
guardar os velhos hábitos.

Te guardo molhada
na memória
das flores
secas e mortas.
Recordando
dedicatórias
e releituras
no frio da madrugada.

De nada me adiantou o seu francês
seus olhos,
desesperos,
seus presentes apavorados.

De nada me adiantou amor
e Manoel de Barros
se o sentido normal
das palavras me faz mal
me rouba 25 agostos
que não tive
nem nunca mais terei.


Lee Flôres Pires

2 comentários:

Ana Carolina disse...

A forma como vc escreveu tornou o poema tão intenso que parece que posso ver e sentir a situação... Me identifiquei demais...

Marcia David disse...

Lindo Blog. Lindas poesias. Parabéns.