terça-feira, janeiro 08, 2013

Lume

à Tamiris Rizzo

Não começamos agora,
nem terminaremos depois.
O mundo é eterno
quer queira os homens,
as formigas,
e os elefantes.

Não há fim,
bocas sem saídas,
carinhos sem horizontes.
Nossos olhos de descobrir são infinitos
como os nomes das letras,
e as ruas sem nomes.

Não há que se esperar da vida
o mesmo que os vaga-lumes esperam da luz.

Há de se prosseguir a noite sem prantos,
rasgar os becos e o medo do inimigo.

Há de se esperar novos rumos,
vindo dos caminhos que não respeitam mãos atadas,
e avenidas sem liberdades.

Há de sonhar sob o lume,
com todo o pulso e coração.


Lee Flôres Pires


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