sábado, maio 04, 2013

Manhã de poesia

Diante do outono
espero a primavera,
com fé nos homens
nesta fábrica de máquinas 
e de um mundo cinza.

Ser feliz quando tudo é infelicidade,
apenas por um sonho de liberdade.

Possível, necessário.

Temperar no aço
a última manhã de poesia
nas nuvens, nas flores
no doce dos nossos lábios.

Lee Flôres Pires


Um comentário:

lapis nos olhos disse...

até essa época os poemas são fodas.

samuel.