quinta-feira, julho 17, 2014

Noturna

Eis que a inércia desvivida cabulou a entreporta do ser.
Era como se levasse meras ultrajantes disritmias para o foco do enredo.
- Salve!! Gritou o fascínio, o deslumbre desmedido...
(.)
Quis ver falácias na órbita intelectual,
quis amar rótulos de noite pré-nupcial.

O que desmilinguiu agora a verdade?
O fim é vivencidade?
Ou é o início mórbido de exílio?

(eram as queixas noturnas).

...minhas camas de azul neon, e o deleito corpo fechado.
Este pulso acelerado, este calor de pós-noite de despurificação,
abrem as portas do teu peito.
- Salve!!! Gritou o fascínio,
a mesma voz de sempre,
o mesmo peito aberto.

Era como se não houvesse o silêncio, era como se o som fosse eterno.
E foi eterno pelo gigantesco segundo do seu olhar.
- Salve!!! Gritou o desespero, a mesma voz que não me alcança,
o mesmo peito fechado.

Era como uma despedida sob a névoa da noite, era como um poema que deixamos para escrever depois e perdemos.
E foi o poema,
e foi a perda
do foco.
Do seu fogo.

Lee Flôres Pires

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